09 setembro 2010

Fotógrafo capta imagens em alta resolução de ovos de insetos

Martin Oeggerli usou microscópio especial para fazer imagens publicadas na 'National Geographic'.

Um fotógrafo registrou imagens impressionantes de ovos de insetos que são depositados sobre diferentes superfícies.O fotógrafo suíço Martin Oeggerli usou um equipamento conhecido como microscópio eletrônico de varredura (SEM), que produz imagens em alta resolução de superfícies.As imagens são geradas em preto e branco, mas Oeggerli coloriu as fotos usando as imagens originais de cada superfície.
As fotos foram produzidas em conjunto com o instituto Prüftechnik Uri e a escola de ciências aplicadas FHNW, ambos na Suíça.
As imagens foram tema de reportagem da edição de setembro da revista National Geographic, que traz oito fotos em alta definição de ovos de borboletas e percevejos.
Este ovo é de uma borboleta azul do gênero morpho, uma das maiores do mundo, com asas de até 20 cm. As manchas vermelhas indicam o começo da fertilização (Foto: ©Martin Oeggerli/National Geographic )

Um fotógrafo registrou imagens impressionantes de ovos de insetos. Protegida em uma planta, o ovo da borboleta Flambeau escapa das formigas (Foto: ©Martin Oeggerli/National Geographic)

Predadores são atraídos pelo tom alaranjado do ovo da borboleta Heliconius charithonia, sem perceber que ele contém várias substâncias venenosas (Foto: ©Martin Oeggerli/National Geographic)




07 setembro 2010

Cidade na Bahia adota toque de recolher para evitar evasão escolar

Estudantes são proibidos de ficar em lan houses na hora da aula.

Pais de quem falta demais podem levar multa de até 20 salários mínimos.

Dois “toques” determinados pelo juiz da Infância e Juventude da comarca de Santo Estêvão, perto de Feira de Santana, na Bahia, procuram diminuir a evasão escolar e acabar com a violência entre jovens da região. As regras valem também nas cidades baianas de Antônio Cardoso e Ipecaetá.

O “toque de estudos e disciplina” funciona há quatro meses. Pela portaria do juiz José de Souza Brandão Netto, os pais são responsabilizados pela evasão escolar dos filhos. Após a determinação, cerca de 300 pais já foram convocados a dar explicações ao juiz.
Além de terem de dar explicações se faltarem em excesso, os estudantes são proibidos também de usar celular e walkman durante a aula e de frequentar lan houses no horário em que deveriam estar na escola. A fiscalização é feita por agentes do Juizado de Menores.
Os índices de evasão escolar em Santo Estêvão são de 25% no período diurno e de 20% no período noturno de aulas, de acordo com o magistrado.

Os pais são obrigados ainda a matricular os filhos a partir dos 4 anos nas escolas. Segundo Brandão Netto, há vagas para todas as crianças. Quem não põe o filho na escola pode até ser preso.
Em uma audiência pública com 250 pais de estudantes de uma escola estadual da cidade, a mãe de uma jovem disse ao juiz que a filha, de 16 anos, deixou a escola para trabalhar como empregada doméstica de uma professora dela. O caso foi encaminhado para investigação do Ministério Público. A diretora nega que a professora seja da escola onde a adolescente está matriculada.

Além do toque de estudos, a cidade tem, desde o ano passado, um toque de recolher para crianças e adolescentes. A determinação foi batizada de “toque de acolher” pelo juiz. Pela determinação, estudantes de 12 anos só ficam fora de casa sem os pais ou responsáveis até as 20h30. Os adolescentes até 15 anos podem sair até as 22h e os de 16 anos têm o limite das 23h.

De acordo com Brandão Netto, o trabalho é feito em parceria com o juiz da Vara da Infância e Juventude de Fernandópolis, no interior de São Paulo, Evandro Pelarin, que determinou que os adolescentes encontrados na rua no horário de aula devem ser levados de volta para o estabelecimento de ensino.

As medidas já surtiram efeitos, segundo Brandão Netto. Aumentou o número de matriculados nas escolas e caíram os índices de violência entre menores de idade. "Os casos de violência entre jovens caíram 71% nas médias mensais", disse o juiz. Segundo o magistrado, desde julho de 2009 não são registradas apreensões de drogas nas escolas. Os agentes do Juizado de Menores também fazem a fiscalização. "Há envolvimento da comunidade, dos pais, que fiscalizam os filhos", disse.
De acordo com o juiz, um abaixo-assinado com 25 mil assinaturas pede a implantação das medidas em outras 18 cidades do estado.
Fernanda Nogueira

Do G1, em São Paulo
 

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